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Pref√°cio a Vida e pensamento de Gramsci

Maria Alice Rezende de Carvalho - Fevereiro 2013
 

Estudos sobre o pensamento de Antonio Gramsci costumam mobilizar grande n√ļmero de historiadores especializados nas rela√ß√Ķes mantidas entre o Partido Comunista Italiano e a pol√≠tica do Komintern (Internacional Comunista) no entreguerras. Desde 1975, ano em que se publicou na It√°lia a edi√ß√£o cr√≠tica dos Cadernos do c√°rcere, e mesmo agora, quando come√ßou a se publicar uma exaustiva Edi√ß√£o Nacional dos Escritos de Gramsci, √© crescente o investimento na recupera√ß√£o de fontes associadas √† hist√≥ria do PCI, tend√™ncia consolidada com a chegada de Giuseppe Vacca √† dire√ß√£o da Funda√ß√£o Instituto Gramsci, em 1988. Com Vacca, um dos mais influentes intelectuais p√≥s-comunistas da atualidade, o Instituto passou a abrigar novos corpi documentais, recrutou pesquisadores experientes, formou outros tantos e ampliou a circula√ß√£o da revista Studi storici, em vis√≠vel esfor√ßo de reorganiza√ß√£o do campo de estudos gramscianos, projetando-o para os embates que viriam nos anos de 1990 e depois. De fato, a cria√ß√£o do Partido Democr√°tico da Esquerda (PDS) e sua metamorfose na mesma d√©cada [1], a prolifera√ß√£o de perspectivas p√≥s-comunistas, de "melhoristas" a radicais, avivaram reivindica√ß√Ķes quanto ao legado te√≥rico e pol√≠tico de Antonio Gramsci e emprestaram maior relev√Ęncia √† certifica√ß√£o hist√≥rica dos argumentos mobilizados. A pesquisa se tornou, ent√£o, um dos fronts da luta pol√≠tica e instrumento de organiza√ß√£o daquelas fra√ß√Ķes.

Foi, portanto, sob o signo do combate que Giuseppe Vacca escreveu este Vida e pensamento de Antonio Gramsci ¬Ė 1926-1937, fruto de um trabalho coletivo de investiga√ß√£o que, ao longo de vinte anos, reuniu e examinou determinado segmento do epistol√°rio gramsciano: as cartas trocadas com a cunhada Tania Schucht e a correspond√™ncia que ela manteve, paralelamente, com familiares e com Piero Sraffa, o economista italiano, amigo de Gramsci, que come√ßava a se projetar no ambiente keynesiano da Cambridge University. Baseando-se nesse conjunto de cartas, Vacca produziu uma narrativa plaus√≠vel e emocionante acerca dos afetos e da pol√≠tica que moveram Gramsci durante o per√≠odo em que permaneceu preso, at√© sua morte. Ao faz√™-lo, o autor prop√Ķe um mergulho, um corte vertical na trajet√≥ria de Gramsci, distanciando-se das biografias convencionais.

O tempo contemplado pela narrativa de Giuseppe Vacca √© curto. Sua abordagem n√£o leva em conta a vida e a obra de Antonio Gramsci anteriormente ao seu encarceramento, desconsiderando, portanto, os escritos gramscianos do per√≠odo em que integrou a reda√ß√£o turinense do Avanti!, √≥rg√£o do Partido Socialista, ou os textos que publicou no seman√°rio L¬íOrdine Nuovo, que fundou em 1919 e se tornar√° refer√™ncia central do movimento do conselhos no bi√™nio vermelho, em 1919 e em 1920. O menino pobre e enfermi√ßo, que cresceu com uma corcova √†s costas e teve os movimentos limitados por aquela circunst√Ęncia, desaparece completamente do campo de vis√£o de Vacca, assim como a sensibilidade extremada, o sentimento de humilha√ß√£o, o ressentimento pela condena√ß√£o do pai por peculato, a debilidade nervosa - sua revolta, enfim. Desaparece o enorme esfor√ßo que despendeu este menino sardo at√© se destacar bem cedo como combativo jornalista no ambiente socialista turinense, assim como desaparecem o voluntarismo do jovem Gramsci e seu "conselhismo", isto √©, a convic√ß√£o de que os conselhos de f√°brica seriam a forma ideal-t√≠pica dos sovietes na It√°lia. Como o pr√≥prio Gramsci reconhecer√°, sua sensibilidade juvenil estar√° marcada pelo idealismo e pela exacerba√ß√£o de cometimentos √©ticos - tra√ßos que chamou de "tendencialmente crocianos" e que de algum modo estar√£o presentes no per√≠odo de inicial ades√£o ao bolchevismo e mesmo, j√° assimilados e transformados, no seu pensamento maduro.

Em 1921, fundado o Partido Comunista, Gramsci n√£o far√° parte da Dire√ß√£o Executiva, cuja composi√ß√£o √© majoritariamente revolucionarista no plano pol√≠tico e absente√≠sta no plano eleitoral. Gramsci almejava, em contraste, um partido enraizado organizativamente nas f√°bricas e disposto a participar das elei√ß√Ķes, pois acreditava que a campanha de "candidatos revolucion√°rios" serviria √† organiza√ß√£o das massas. Sua percep√ß√£o do Parlamento naquele momento era, pois, meramente instrumental.

Durante o ano de 1921 e nos primeiros meses de 1922, Gramsci se manteve empenhado em produzir uma carateriza√ß√£o te√≥rica e pol√≠tica do fascismo, definindo-o, afinal, como um movimento reacion√°rio com forte enraizamento nos segmentos subalternos da sociedade italiana. Como se l√™ em um de seus artigos do L¬íOrdine Nuovo, de abril de 1921, o fascismo era um movimento pol√≠tico aderido aos costumes e identificado "com a psicologia b√°rbara e antissocial de alguns estratos do povo italiano ainda n√£o modificados por uma nova tradi√ß√£o, pela escola [...]; basta recordar que a It√°lia tinha o primado em homic√≠dios e assassinatos; que as m√£es educavam os filhos pequenos dando-lhes tamancadas na cabe√ßa; [...] que em algumas regi√Ķes da It√°lia parecia natural [...] colocar uma focinheira nos vindimadores para que n√£o comessem as uvas; que os propriet√°rios trancavam seus empregados √† chave para impedi-los de se reunirem ou de estudarem √† noite". A efic√°cia do fascismo derivava, pois, dessa ader√™ncia √† √©tica social predominante na It√°lia, arrastando demagogicamente at√© setores populares na sua voragem. E, numa evidente objetiva√ß√£o daquela doloros√≠ssima experi√™ncia, Gramsci denuncia a incapacidade de os dirigentes socialistas, mesmo os "revolucion√°rios", se ligarem organicamente √†s massas e estancarem o avan√ßo reacion√°rio.

Em meio a conflitos dram√°ticos, nos quais o "esp√≠rito de cis√£o" do novo partido fazia-o afastar-se dos socialistas e muitas vezes isolar-se numa posi√ß√£o extremada, Gramsci chegar√° ao II Congresso do PCI, no in√≠cio do ano de 1922. Ali, por√©m, ter√° demonstrado sua habilidade como construtor institucional, ao estabelecer um compromisso entre os diferentes grupos do PCI e destes com a Internacional Comunista, que aprovara em Moscou a diretiva de uma frente pol√≠tica com os socialistas - uma diretiva que os comunistas italianos, em pol√™mica com a pr√≥pria IC, ou n√£o aprovavam, ou circunscreviam apenas ao plano sindical, como era o caso do pr√≥prio Gramsci. Este foi, ent√£o, indicado como representante italiano na Executiva da Internacional Comunista. Aos 31 anos de idade, era imposs√≠vel n√£o se sentir politicamente prestigiado e um tanto euf√≥rico por constituir o n√ļcleo do governo revolucion√°rio mundial.

No entanto, os anos de agita√ß√£o revolucion√°ria e o subsequente trabalho em Moscou o consumiram. Foi t√£o grave o esgotamento que Zinoviev, presidente da Internacional Comunista, recomendou seu internamento em um sanat√≥rio na periferia da cidade. L√° conheceu Eugenia Schucht, de um fam√≠lia de nobres russos convertidos √† ideia revolucion√°ria e com larga passagem pelo ex√≠lio, inclusive na It√°lia, durante o czarismo; Eugenia, internada tamb√©m por esgotamento psicof√≠sico, passou a lhe devotar um sentimento intenso, sendo, contudo, preterida pelo amor de Gramsci por sua irm√£, Giulia, a quem conheceu em setembro de 1922, visitando Eugenia. A conturbada rela√ß√£o de Antonio e Giulia estar√° fadada a se tornar ainda mais dram√°tica com a pris√£o do marido, em 1926, e a doen√ßa da mulher, na long√≠nqua Moscou stalinista, a adiar indefinidamente o momento de ir √† It√°lia. Tiveram, no entanto, um filho em agosto de 1924, quando Gramsci j√° voltara a Roma, na condi√ß√£o de deputado e principal expoente do PCI. E, na segunda metade de 1925, Giulia reunir-se-√° por breve tempo ao marido em Roma, sempre acompanhada de Eugenia e de Tania, a irm√£ que n√£o havia voltado √† R√ļssia e que permanecer√° na It√°lia durante todo o per√≠odo carcer√°rio de Antonio. Em agosto de 1926, Giulia, novamente gr√°vida, retorna definitivamente a Moscou. Gramsci n√£o conhecer√° o segundo filho, intensamente presente nas suas Cartas do c√°rcere.

Gramsci foi preso poucos meses depois e transferido para a ilha de Ustica. O confinamento nesta ilha dura pouco e, no in√≠cio de 1927, ser√° enviado ao pres√≠dio de San Vittore, em Mil√£o, at√© o julgamento em Roma, entre maio e junho de 1928. Ser√° ent√£o enviado √† Penitenci√°ria Especial de Turi, em virtude de uricemia cr√īnica. √Č nesse ponto que tem in√≠cio a an√°lise de Vacca, tendo na correspond√™ncia de Gramsci com as irm√£s Schucht - Giulia e, principalmente, Tania, de quem se aproximou a partir de 1925 - um sum√°rio da sua atividade intelectual, transposta, em grande parte, para os Cadernos.

Vacca oferece ao leitor, com admir√°vel compet√™ncia, tr√™s planos de leitura. O primeiro deles √© o plano anal√≠tico, cujo cerne consiste na integra√ß√£o entre pensamento e vida de Antonio Gramsci. De fato, o livro se prop√Ķe a superar a cis√£o, presente em trabalhos cong√™neres, entre a obra de Gramsci e a sua biografia, ou seja, entre dimens√Ķes da experi√™ncia humana - o interior e o exterior, o subjetivo e o objetivo, o indiv√≠duo e a sociedade - que n√£o s√£o separ√°veis. Vacca concebe os textos de Gramsci como ele pr√≥prio os concebia, a saber, como pr√°ticas materiais, atualiza√ß√Ķes da estrutura social e de sua din√Ęmica, e n√£o como o desenrolar de uma hist√≥ria das ideias sobre si mesma. Nesse sentido, os cap√≠tulos dedicados √† psican√°lise e √† quest√£o hebraica na Europa s√£o absolutamente ilustrativos do procedimento que vige em todo o livro. Em tais cap√≠tulos, Vacca apresenta o modo pelo qual a s√≠ndrome depressiva de Giulia e sua terapia freudiana forneceram a Gramsci a oportunidade de refletir sobre o "emaranhado" afetivo e mental dos Schucht - a m√£e de ascend√™ncia judia, o pai de ascend√™ncia alem√£ - que experimentavam uma posi√ß√£o um tanto desequilibrada entre a tradi√ß√£o, expressa no patriarcalismo de Apollon, e a moderniza√ß√£o acelerada da URSS. Foi naquele contexto, segundo Vacca, que Gramsci ter√° formulado o nexo entre a difus√£o da chamada "literatura freudiana" - Proust-Svevo-Joyce - e a intensifica√ß√£o dos processos de racionaliza√ß√£o da ind√ļstria fordista. Ou seja, o nexo entre uma forma de organiza√ß√£o ps√≠quica e o novo industrialismo de molde norte-americano, tal como se observa no tratamento que Gramsci concedeu √† quest√£o sexual sob o americanismo.

Outro plano de leitura √© o tem√°tico. Como se ter√° constitu√≠do a agenda intelectual de Gramsci no per√≠odo em que esteve preso? De acordo com Vacca, os temas sobre os quais Gramsci se debru√ßa est√£o em √≥bvio di√°logo com suas vicissitudes pol√≠ticas, tanto no que se refere ao PCI, quanto √† Internacional Comunista, sobretudo a partir de 1929-1930, quando a IC passou a pregar a radicaliza√ß√£o da luta de classes. Gramsci, que, em 1926, j√° apresentava uma diverg√™ncia insan√°vel com a forma econ√īmico-corporativa do Estado sovi√©tico - problema que esbo√ßou em carta dirigida ao Comit√™ Central do Partido Comunista Russo -, quando foi preso, e a partir do momento em que lhe permitiram redigir os "cadernos" (1929), se dedicou a elaborar a quest√£o da amplia√ß√£o dos recursos hegem√īnicos da classe no poder - "solu√ß√£o" ant√≠poda √† da imediata revolu√ß√£o oper√°ria que a IC propugnava. Desde ent√£o, e durante todo o per√≠odo da pris√£o, o tema da hegemonia se tornou central, redefinindo a pr√≥pria concep√ß√£o de pol√≠tica no universo do marxismo. A ele se superpunham, contudo, algumas quest√Ķes "cifradas", que tinham o objetivo de esclarecer a sua situa√ß√£o e eventuais a√ß√Ķes que pudessem libert√°-lo. Os exemplos s√£o muitos e se distribuem ao longo do livro. Mas talvez seja interessante apontar que, no auge de seu isolamento pol√≠tico, quando Stalin imp√Ķe aos partidos comunistas uma orienta√ß√£o uniforme e esquem√°tica, atropelando processos hist√≥rico-nacionais de constru√ß√£o de hegemonia, Gramsci escreve a Giulia algo que, segundo Vacca, somente Togliatti poderia decifrar. Trata-se de uma mensagem cifrada acerca da tens√£o entre internacionalismo abstrato e pol√≠tica nacional concreta, mensagem na qual Gramsci indaga, de modo ir√īnico, se √© melhor classificar a linguagem do povo Niam Niam segundo crit√©rios geogr√°ficos extensivos, ou segundo o processo hist√≥rico de filia√ß√£o lingu√≠stica, pois em um caso, dizia Gramsci, os Niam Niam pertenceriam ao Sud√£o Oriental, em outro, ao Ocidental...

Por fim, h√° um terceiro plano de leitura - o pol√≠tico - que encerra a proposi√ß√£o mais importante, talvez, deste livro de Giuseppe Vacca: o revisionismo de Gramsci nos anos de 1930 e sua recep√ß√£o da ideia de Constituinte. Se, em 1920-1921, Gramsci entendia o Parlamento como uma institui√ß√£o burguesa, de que os revolucion√°rios n√£o deveriam esperar coisa alguma; e se, em 1926, Vacca divisa, contra o not√°vel historiador comunista Paolo Spriano, o in√≠cio de uma mudan√ßa ideol√≥gica em Gramsci, que passa a conferir relev√Ęncia √† necessidade da "catarse" pol√≠tica e da supera√ß√£o do momento econ√īmico-corporativo na constru√ß√£o do socialismo; em 1930, quando a Internacional Comunista formulou o diagn√≥stico de uma crise geral do capitalismo, exortando os partidos comunistas √† t√°tica da "classe contra classe", Gramsci sublinhar√° a necessidade de reconstruir conceitos fundamentais da pol√≠tica entendida como hegemonia civil, aberta √† necessidade de uma longa guerra de posi√ß√Ķes em cen√°rios adversos e marcados pela iniciativa hist√≥rica dos advers√°rios, ainda que sob a forma da revolu√ß√£o passiva.

A partir de 1930, portanto, Gramsci retornar√° ao tema da frente √ļnica, desenhado por Lenin nos anos posteriores ao entusiasmo revolucion√°rio de 1917, mas entendendo ser preciso reelabor√°-lo profundamente - o que o leva, como dissemos, a articular inovadoramente os conceitos de "guerra de posi√ß√£o" e de "revolu√ß√£o passiva" no √Ęmbito de uma teoria da hegemonia. Dessa nova perspectiva, em que a no√ß√£o restrita de hegemonia do proletariado cede √† de hegemonia pol√≠tica, Gramsci considera que a a√ß√£o dos comunistas n√£o poderia ser orientada pela forma√ß√£o de uma vontade popular aut√īnoma, de nota√ß√£o jacobina, que ignorasse o terreno caracterizado pela revolu√ß√£o passiva, historicamente determinado, e privilegiasse doutrinariamente a forma da "guerra de movimento", que fora t√≠pica dos bolcheviques. Ao contr√°rio, a proposta da Constituinte traduz o afastamento de Gramsci de uma concep√ß√£o de democracia como "fase intermedi√°ria" da luta pelo socialismo, identificando-a, antes, como caminho progressivo e ininterrupto de universaliza√ß√£o do mundo dos direitos e das liberdades. Nesse sentido, o cap√≠tulo em que Vacca discorre sobre a Constituinte √© estrat√©gico para o entendimento da posi√ß√£o de Gramsci naquele momento. E embora Vacca se resguarde de afirma√ß√Ķes mais contundentes e elabore uma visada bastante sutil do problema, √© poss√≠vel identificar a sugest√£o de que Gramsci ter√° descartado o momento "Maquiavel", isto √©, a organiza√ß√£o de uma revolu√ß√£o oper√°ria contra o fascismo, ou, em outros contextos, de uma revolu√ß√£o nacional-popular, que conduzissem diretamente ao socialismo ou ao comunismo, sem qualquer di√°logo com o tema da democracia pol√≠tica.

Com este extraordin√°rio livro, Giuseppe Vacca n√£o apenas confere expressiva contribui√ß√£o ao campo historiogr√°fico marxista, como tamb√©m interv√©m no debate contempor√Ęneo sobre o legado pol√≠tico de Ant√īnio Gramsci - trata-se de refletida e generosa reafirma√ß√£o do valor da democracia como sin√īnimo de liberdade e justi√ßa universais.

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Maria Alice Rezende de Carvalho é professora de História da PUC-RJ e autora, entre outros, de Irineu Marinho. Imprensa e cidade (Rio de Janeiro: GloboLivros, 2012). Este texto foi publicado como prefácio de Giuseppe Vacca. Vida e pensamento de Antonio Gramsci (1926-1937). Rio de Janeiro/Brasília: Contraponto/Fundação Astrojildo Pereira, 2012.

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[1] A experi√™ncia do p√≥s-comunismo italiano √© singular: entre 1989 e 1991, dissolve-se o antigo PCI, cujas for√ßas majorit√°rias deram origem ao Partido Democr√°tico da Esquerda (PDS) e, a partir de 1998, aos DS (Democr√°ticos de Esquerda). Este √ļltimo grupo, recolhendo outros setores do reformismo cat√≥lico e socialista liberal italiano, transformou-se, em 2007, no atual Partido Democr√°tico (PD).


Fonte: Especial para Gramsci e o Brasil.

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